quero amar de novo
IMERSO ESTOU, ENRAIZADA NA AREIA,
DESTRUIDA NUM ÁRIDO DESERTO,
INCERTO, ENCONTRO UMA PEDRA,
UM VENTO, RÚSTICO A ACARICIAR
MINHA FACE.

OLHO O CÉU E AS NUVENS SE ESCONDEM,
PROCURO UMA LINGUAGEM,
MAS O DESERTO NÃO FALA.

INVENTO AO VENTO QUE VIM DE LONGE,
QUERO VOLTAR A AMAR.
MAIS ELE NÃO ME ESCUTA.

E JUNTOS CAMINHAMOS NO ALÉM,
RENTE AO CÉU, DEITEI-ME NUMA DUNA,
IMPORTUNA, ME CANÇO, ME ANCORO, ME ESCORO,
ME LANÇO NA LANÇA DO DESEJO VOLTAR.

QUIETA ESTOU, É TARDE,
ESTE DESEJO ARDE, INRRIQUIETA.

EXISTE AO LONGE UM CÉU DISTANTE,
UM CAMELO ERRANTE,
INFINDÁVEIS DUNAS...

ELÉM UM MISTÉRIO...

PARA QUE TANTA AREIA,
PRA QUE TANTO CÉU,
SE NÃO POSSO AO MENOS
SER EU, AQUELE CRIOLO DOIDO,
DO MEU BATUQUE DO MORRO,
QUERIA VER O CARNAVAL,
A MANGUEIRA, A MINHA RAINHA PASSAR...

É NOITE ILUMINADA DE ESTRELAS,
MERGULHO NO SILÊNCIO DO DESTINO,
INSONO, E SEM SONHO,
SONHO, NUNCA MAIS TE VER..
PASSAR NA AVENIDA, AMOR AMIGO.

A SEDE CHEGA ATERRORIZANTE, AGONIZANTE,
SUFOCANTE, O TEU FRUTO, VENHA A NÓS,
E O VOSSO REINO, É UM PARAISO,
PERDIDO DE CAMINHOS, DE SONHOS.

MAIS AINDA ACREDITO NO VERBO AMAR,
NO POEMA, NA VIDA.

INVENTO IDÉIAS, PARA ME DISFARÇAR,
E AS ONDAS CONFUSAS, INFUSAS, ME ALUCINAM.

DURMO E ACORDO .... SÓ SILÊNCIO...
ME LIBERTO, INCERTO, DO DESERTO, DO VENTO,
DA AREIA, DA IMENSIDÃO, DA ESCRAVIDÃO, DO DESTINO,
E FINALMENTE ME LIBERTO....

QUERO VOLTAR A AMAR.....


Autor: JANE MEIRE



20h13 |




visite tambem
visite tambem o meu outro blog,que é todo dedicado a Deus,,
jeitosimples.zip.net,acabei de mudar o visual ou melhor da uma repaginada esta muito lindo,tudo que é para o criador tem que ser com pefeição e amor..
espero que gostem ...e não deixe de comentar...


00h56 |




oiee. amigos

Eu confesso que estou triste,pois todos os meus amigos esqueçeram de mim ,não vem mais me visitar ..abro o meu blog não vejo mais (comentarios, recadinhos),(exceto eterno em nos que senpre esta me visitando),etc...
Estou pensando em desistri do blog...
Eu faço com tanto carinho e até com dificuldade pois a net fica lenta...
e acaba demorando muito...
Eu tive problema com minha net não tinha como ficar visitando os blogs...
não me esqueço de nenhum, o problema é a minha conecção...
Hoje consegui arrumar a minha net,o tecnico esteve aqui..
vou poder visitar os meus amigos...
mais aos poucos,pois esse mês vou trabalhar muito...
não terei tempo para me dedicar ao blog.....
Dejeso aqueles que visitar o meu blog um ótimo dia,que Deus ilumine sua vida...
bjs


00h50 |




QUANDO O SILÊNCIO TOCA AS FOLHAS DA ÁRVORE
LUCILENE MACHADO


A madrugada a surpreendeu de blazer e sapato de salto.
Indesculpavelmente vestida, sem coragem para um banho.
Aproveitou para olhar a cidade,
o silêncio passeando por entre as folhas das árvores, completamente, imóveis.
Todos os segredos da noite só para ela.
E, se existisse outro alguém acordado naquele instante,
estaria, provavelmente, dentro de uma outra noite.
Porque cada ser é mais belo dentro de sua própria noite.
Depois, há lugares e momentos que só podemos viver sozinhos.
Há olhares que são únicos. Há pensamentos castos.
Há verdades incompartilháveis.
Há momentos em que ficamos estreitos,
nos afunilamos tanto em nós mesmos que chegamos a tramar ou,
conspirar desejos secretos.


E ela queria mesmo ficar só.
Preferia o chá solitário na madrugada - ridiculamente vestida -
a ter de ir dez vezes à toalete para verificar se o cabelo continuava intacto,
se o rímel não havia escorrido, se o batom não se desbotara
pelas tantas vezes que o copo fora à boca na tentativa de evitar frases ambíguas ou para não se render diante da luz íntima
desenvolvida para seduzir.
Por tudo isso, ela preferia a solidão a ter de se curvar
à doçura de um sorriso que a conquistou na imprudência de uma distração.
Preferia o egoísmo de querer a noite só para si
a ter de se extasiar diante do charme da história dele.
História, misteriosamente, guardada que ele revelava em pequenas porções
até torturar seu olhar deslindador curioso querendo ir além
e tendo de se contentar com a medida de um conta-gotas.


Nada de sobejar afetos!
Embora fosse capaz de engolir a saliva dele com paixão e chá, recuava-se!
Era melhor aquele viver de boca fechada,
aquelas ervas com sabor de flores ardendo por dentro.
Nem sabia se estava certa em uas teorias, mas tudo haveria de passar
e daqui a pouco quando o silêncio tocar novamente as folhas das árvores
não mais se lembrará da existência dele.
E não ouvirá mais a mesma música, nem lerá o mesmo poema,
nem escreverá textos líricos em papéis amarelados.


Um terço de sua mente estava ocupada com essas bobagens.
O restante saltava por cima para a contemplar a página 81 do livro
que ela resolvera abrir para adiantar um pouco a leitura.
Um tratado acerca da literatura medieval.
A coisa mais maçante que um leigo pode encarar.
Mas ela não queria ficar devendo esses conhecimentos.
Franzia a testa, olhava firme para as letras, mas, cadê a concentração?
Devia ser por causa da tal terça parte.
A matemática opõe-se diametralmente à literatura.
Aliás, a matemática é metálica e arranha o coração
quando tenta determinar a quantidade da ilusão que resta.
Que coisa mais racional!


E quem já não se viu equacionado num “todo” ou num “vazio” ?
Definitivamente, ela não aprendeu a lidar com pesos e medidas.
Fora aluna indisciplinada, derrapou na reta do conhecimento lógico
e quebrou a cara porque não soube prever a velocidade de dois corpos.
Os poetas e filósofos nunca a preveniram, só estimularam:
“Tudo vale a pena se alma não é pequena.” E agora Fernando Pessoa,
continuaria ela a lançar o olhar de asas sobre as árvores?
Continuaria a se conformar com Stendhal: "Possuir é nada, desejar é tudo"?


Deixou que o silêncio levemente lhe tocasse o rosto.
O silêncio que já lhe tocara antes e que lhe tocará depois.
O silêncio que só fala do silêncio.
O silêncio que é belo sem ter porquês.
É porque é. Assim é, assim seja.


00h29 |




A rosa
Há uma rosa em cada um de nós.


Mas só as pessoas que têm os olhos que choram,


vêem muito além das aparências.


É preciso saber enxergar ...





00h23 |




[ página principal ]